quinta-feira, 28 de maio de 2015

Após desistir de candidatura, Figo diz: "Um dos piores dias da história da Fifa"

Candidato à presidência da Fifa até semana passada, quando desistiu do pleito, o português Luis Figo se posicionou sobre o escândalo da Fifa que levou vários dirigentes à prisão, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin. O ex-jogador de Real Madrid e Barcelona chamou as eleições marcadas para a próxima sexta-feira de plebiscito, dando a entender que o suíço Joseph Blatter será reeleito de qualquer modo, e declarou: é um dos piores dias da história da entidade. 

- Quem gostar de futebol, quem o sentir como eu sinto, tem de marcar o dia 26 de maio de 2015 como um dos piores dias da história da Fifa. Volto a afirmar o que disse na semana passada: o que está agendado para sexta-feira em Zurique não é uma eleição. Há agora muito mais gente que concorda comigo. Consentir com este plebiscito é um erro.

A ação tomada na manhã desta quarta-feira chega depois que a polícia suíça prendeu sete dirigentes ligados à Fifa nesta quarta-feira a pedido da da Justiça dos EUA sob a acusação de corrupção e diversos outros crimes. Os suspeitos foram detidos num hotel em Zurique e poderão ser extraditados para os EUA, que está conduzindo as investigações.

A desistência de Figo 

Figo anunciou na última quinta-feira que desistiu de concorrer à presidência da Fifa, oito dias antes da realização da eleição. Em texto publicado em suas redes sociais, o ex-jogador afirmou na ocasião que não concorda com a forma que o processo se deu, com a ausência de debates ou mesmo exigência da apresentação de um plano com as medidas a serem tomadas pelos candidatos. 

- Este processo eleitoral é tudo menos isso, uma eleição. Este processo é um plebiscito de entrega do poder absoluto a um só homem – algo que me recuso a legitimar. É por isso que, após ter refletido de forma individual e partilhando opiniões com dois outros candidatos neste processo, entendo que o que vai acontecer dia 29 de maio em Zurique não é um ato eleitoral normal. E não sendo, não contam comigo. Não tenho medo de eleições, mas não pactuo nem legitimo um processo que se concluirá no dia 29 de maio e do qual o futebol não sairá ganhando. Minha decisão está tomada, não disputarei aquilo a que chamaram ato eleitoral para a presidência da Fifa - afirmou.

Fonte:Globo Esporte

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